31 de mai. de 2023

A FEIRA NA FEIRA ERA ASSIM:



Indo à feira central lembrei do meu tempo de criança quando passava os dias ali, da madrugada até à boca da noite, vendendo de tudo. 


A feira era divertida e tão lotada que as pessoas esbarravam umas nas outras pedindo passagem, e entre o barulho das conversas atravessadas se ouviam os gritos dos vendedores oferecendo os seus produtos. 
Bares lotados tocavam bregas nas radiolas de ficha e bêbados cambaleavam abraçados a prostitutas que faziam a praça nos cabarés da redondeza. 


Nas esquinas se viam trios de forró pé de serra, duplas de violeiros e emboladores, o homem da cobra e o que engolia fogo, e múltiplas atrações que animavam o ambiente palmo a palmo. 


Hoje a feira está diferente, com pouca gente e sem aquela euforia e barulheira gostosa de antigamente, mas ela resiste graças aos que ainda insistem em mantê-la viva, e ficam a esperar os poucos, com referência a anos atrás, aqueles que mantendo a tradição ainda fazem a feira na feira. 



Por:  Jesimiel Ferreira

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