23 de abr de 2018

Triunfense é autuada suspeita de fraudar Concurso


Uma graduada em Administração de Empresas, de 27 anos, solteira, natural de Triunfo, foi autuada em flagrante quando tentava fraudar uma prova do Conselho Regional de Farmácia. A suspeita fazia o exame numa escola em Boa Viagem, quando um fiscal desconfiou de sua atitude. A candidata se dirigiu constantemente ao banheiro e também escondia um relógio de pulso com acesso à Internet por baixo da manga da blusa, o qual é terminantemente proibido pelo edital do concurso.
Imediatamente ao ser descoberto o relógio, a candidata foi comunicada de sua eliminação do certame e, mesmo assim, ela sempre insistia em ir ao banheiro. Policiais Militares do 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Pina, foram acionados o qual ao compareceram ao local para averiguar a ocorrência. Em conversa com os fiscais e com os militares a presa informou que um outro candidato que estaria fazendo a prova seria o beneficiário dos dados dos gabaritos que seriam repassados através do relógio.
Tentou-se localizar o candidato que também estava participando da fraude em uma das salas, porém ele já havia deixado o local, motivo pelo qual não foi possível realizar a sua prisão. Terminado os trabalhos ostensivos, a suspeita recebeu voz de prisão em flagrante foi informada dos seus direitos e garantias constitucionais.
Em seguida, foi levada para a Delegacia da Polícia Civil em Boa Viagem, mas como se tratava de crime de competência federal, o caso foi devidamente encaminhado para a Polícia Federal, onde acabou sendo autuada pela prática do crime contido no artigo 311-A c/c artigo 14 inciso II, do Código Penal Brasileiro (fraudes em certames de interesse público), e, caso seja condenada, poderá pegar penas que variam de um a quatro anos de reclusão. Após a autuação a presa pagou fiança foi submetida a exame de corpo de delito no IML e em seguida foi liberada e responderá pelo crime em liberdade.
Em seu interrogatório a conduzida informou que havia um acerto entre ela e um candidato para o ajudar a ser aprovado no certame e para isso receberia a importância de R$ 35 mil, que seria pago apenas em caso de aprovação. Disse também que ficou acertado que enviaria os dados da prova por meio de um relógio eletrônico, para um outro dispositivo que estava de posse do outro candidato suspeito, mas que ainda não havia encaminhado porque desistiu desta intenção por ter vários tipos de provas diferentes.

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