14 de set de 2017

PMDB e PSB; muita farinha e pouca carne


Cada vez que se via diante de alguma coisa miúda tratada com exagero lá em Marizópolis, minha terra natal, dona Nuita, minha avó materna, costumava recorrer ao velho adágio popular: “É muita farinha para pouca carne”.
O ditado cai bem no estardalhaço da reaproximação entre PMDB e PSB.
Ou melhor, a troca de gentilezas públicas do senador José Maranhão e do governador Ricardo Coutinho, duas figuras que não se digerem bem, mas conviveram aqui e acolá por força das circunstâncias. Ou pela conveniência dos interesses mútuos.
Já tem quase um mês o primeiro flerte de Ricardo, na ocasião em que para desforrar o vice-prefeito Manoel Júnior o governador retirou as críticas de praxe e elogiou Maranhão, o manda-chuva do PMDB, ato contínuo um telefonema do senador ao socialista, em gesto de gratidão e cordialidade.
De lá pra cá, a coisa ficou nisso. Frases de efeito pra cá, retribuições pra lá. De concreto, até aqui, nada. E quem diz isso é o próprio senador Maranhão ao revelar que, semanas depois dos incensos na imprensa, nenhum encontro formal. Só desencontros, por enquanto.
Apesar do aguado do sabor, para os dois lados, a farofa tem servido ao alimento das especulações e gerado apetite e curiosidade no distinto público. Falta o primeiro pedaço de carne. Quem dará?
FONTE: Por Heron Cid

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