4 de set de 2017

O recado de Antonio Souza: PMDB não é coadjuvante é Maranhão na cabeça

O PMDB se impõe

Antônio Souza não é apenas um importante integrante da Executiva Estadual do PMDB. Já foi presidente estadual. Tem história. É um dirigente zeloso e atento aos interesses da legenda. É o braço direito do senador José Maranhão, e por isso mesmo, acreditado porta-voz das diretrizes do partido.
Registro as credenciais de Antônio Souza para eliminar dúvida sobre a importância da contra ofensiva que deflagrou em resposta a estratégia de políticos governistas, que passaram a ligar para os prefeitos e lideranças do PMDB em todo o Estado, tentando atraí-los com uma versão da conversa de José Maranhão com Ricardo Coutinho, segundo a qual o PMDB teria concordado em apoiar João Azevedo.
Peemedebistas de todo o estado passaram a ligar para o partido, querendo confirmação. Bado Venâncio, que enfrentou a máquina oficial em Cuité, foi um dos primeiros a informar sobre a repercussão da versão.
A ação revela fragilidade do bloco governista, que não tem um candidato eleitoralmente forte para a sucessão de Ricardo. Para aumentar as chances de João Azevedo, que vai estrear nas urnas, precisa dividir a oposição, que saiu vitoriosa das eleições de 2016, tendo conquistado mais prefeituras, inclusive oito das dez maiores do estado.
Garantir o apoio do PMDB mudaria as chances de João Azevedo, da mesma forma que foi decisivo para Ricardo no 2° turno de 2014. É o único partido presente nos 223 municípios da Paraíba, é o que tem mais filiados – são 64 mil, quando o 2° colocado, o DEM, tem 35 mil – o que elegeu mais governadores –cinco mandatos em nove desde a volta das diretas, em 1982 – e o que tem a maior bancada federal.
Souza lançou uma nota para tranquilizar os peemedebistas, na qual afirma que “em nenhum momento”, Maranhão falou que iria apoiar o candidato do PSB a governador em 2018. “Sem chance”, garante.
Diz que na conversa com Ricardo, Maranhão se colocou à disposição para interceder a favor dos interesses da Paraíba. Que as questões políticas só serão tratadas em 2018. Lembrou que em 23 de março a Executiva decidiu que o partido terá candidato próprio e o nome preferido é o de José Maranhão.
Para eliminar qualquer cisma, avisou: “Partido do porte do PMDB não pode ser coadjuvante no processo eleitoral”. E arrematou: “Se o PSB, na época certa, quiser apoiar o candidato do PMDB, não vamos recusar”. Recado dado
Fonte: http://correiodaparaiba.com.br/colunas/o-pmdb-se-impoe/
Créditos: LENA GUIMARÃES

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