1 de set de 2017

NINGUÉM É DE NINGUÉM: Todas as alianças são possíveis, os grandes líderes já dividiram os mesmos palanque

Laços eternos na política? Não existem! Se até religiões admitem o divórcio e novas uniões, imaginem alianças baseadas em projetos de poder. Essas geralmente são frágeis como os valores da maioria dos que estão exercendo ou perseguindo mandatos, ou em cargos de gestão, uma verdade que a Lava Jato carimbou como incontestável.
Como no bolero de Altemar Dutra, “Ninguém é de ninguém”, “na vida tudo passa” e “não há recordação que não tenha seu fim”. Se tivesse sido composto pensando na política e nos políticos, não seria diferente.
Considerando como primeira premissa para 2018 que ninguém é de ninguém, é imperioso admitir que todas as alianças são possíveis. E não seria novidade. Os grandes líderes já dividiram os mesmos palanques.
Os senadores Cássio Cunha Lima e José Maranhão já foram do mesmo PMDB. Rompidos, em 2010 Cássio apoiou Ricardo Coutinho contra Maranhão, que antes foi decisivo na eleição e na reeleição do socialista a prefeito de João Pessoa.
Quatro anos depois, as mágoas foram esquecidas e Maranhão apoiou a reeleição de Ricardo para impedir o retorno de Cássio ao governo. Na eleição seguinte, o tucano e o peemedebista se uniram para derrotar Ricardo e reeleger Luciano Cartaxo na Capital.
Como casamento, aliança política sobrevive enquanto todos estão satisfeitos com os parceiros. Se um deixa de fazer afagos, de valorizar o outro, de surpreender com pequenos gestos, estará abrindo espaço para o adversário iniciar o jogo da sedução.
Pelo que se ouve nos bastidores, a queixa dos aliados contra o prefeito Luciano Cartaxo é que estaria dando como certa a renovação da aliança de 2016 e por isso investindo em “pássaros que estão voando”.
Ponderam que Cartaxo não pode considerar o PMDB contemplado pelo fato de vir a herdar a prefeitura se ele for candidato, quando o partido tem nome para senador e três deputados federais, sendo o de maior capilaridade no Estado. Que o prefeito tem sido econômico inclusive nos elogios a Cássio Cunha Lima e José Maranhão, os comandantes dos partidos que podem desequilibrar uma disputar.
A segunda premissa, válida para qualquer eleição, é que quando dois dos três grandes – PSB, PMDB e PSDB – se unem, derrotam o terceiro. Ricardo identificou uma brecha e está tentando atrair o PMDB. O jogo só começou.
Fonte: http://correiodaparaiba.com.br/colunas/ninguem-e-de-ninguem/
Créditos: Lena Guimarães

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