15 de ago de 2017

Romero Rodrigues, entre não impor e não se depor

Pouca coisa tira do sério o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). Nem na campanha, alvo de ataques pesados, ele perde as estribeiras. Nem agora, quando aqui e acolá precisa exercitar toda capacidade de serenidade para se afirmar como pré-candidato ao Governo, sem implodir a aliança PMDB/PSDB e PSD.
Ontem, no Frente a Frente, da TV Arapuan, Romero se esmerou mais uma vez nessa tarefa. Defendeu em tom solene a prioridade do seu partido, mas sem fazer desse projeto uma obsessão em caráter irrevogável ao ponto de fechar portas para outras opções dentro do campo da oposição.
Mesmo comedido, estabeleceu um discurso oposicionista. Em duas frentes: exaltando o potencial oposicionista, apontando os méritos administrativos como credenciais para a escolha de candidatura e fazendo crítica, moderada, porém firme, contra estilo e modelo do governador Ricardo Coutinho.
Posicionou três questões centrais na crítica ao atual governo; dívida de obras, convênios e ações com Campina Grande, a julgar a proporção e importância da cidade, a ausência de ações efetivas para acabar o problema da falta d’água em Campina Grande, solucionado pelo Governo Federal, e um crítica conceitual: a terceirização da Educação.
Rodrigues pontuou. Na sua gestão, ele faz caminho contrário; compra hospitais particulares para a Prefeitura administrar e municipaliza serviços como o da AACD, tomando para a si a responsabilidade da gestão e condução.
Ao se referir ao prefeito Luciano Cartaxo, seu concorrente interno, Romero foi diplomático, realçou boa convivência e disse achar que os dois estão no caminho certo. Cada um na sua estrada fazendo o que só cada um pode fazer por si mesmo.
Romero não faz imposição, mas também não se deixa ser posicionado.

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