16 de ago de 2017

Ricardo e as peças de reposição

O olhar rápido leva logo a visão e sensação de que, após 2016, o grupo político do governador Ricardo Coutinho entrou num processo de desidratação gerado pela perda de aliados importantes à sua recondução em 2016.
O panorama geral apresenta um quadro em que Ricardo, diferente de outras épocas, está isolado das maiores forças políticas do Estado, José Maranhão, Cássio Cunha Lima e Luciano Cartaxo, decisivas em uma hora ou outra nas suas vitórias e conquistas.
Paralelamente, é possível também alcançar outro ângulo de observação. Ao tempo que perdeu donos de significativos PIB’s eleitorais, Ricardo trabalhou para repor essas perdas. Trouxe para perto o PR, de Wellington Roberto, o PTB, de Wilson Santiago, e o PPS de Nonato Bandeira, todos adversários de 2014.
Óbvio que na balança essas forças não pesam mais do que as estruturas de Luciano Cartaxo, na Prefeitura da Capital, e do PMDB de José Maranhão, vitais no primeiro e segundo turno, respectivamente, da eleição estadual passada.
De algum modo, porém, amenizam as perdas, fazem o Governo se manter capilarizado e afastar o signo do isolamento, ruim para qualquer projeto que se pense em condições de longevidade.
Na matemática, as conquistas não foram maiores do que as baixas. Mas o que perdeu na vertical, a articulação girassol repôs na horizontal.

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